Incubadora

Iniciamos as atividades do Projetos Artes Cênicas em Extensão, com uma nova proposta para os Seminários de Estudos Teatrais.  Intitulamos de “Incubadora” este novo formato que abre a Universidade para os laboratórios de pesquisa cênica dos grupos parceiros do Artes Cênicas em Extensão. Os Seminários abrigarão durante o ano de 2017 os projetos de encenação de dois ou mais grupos. Os participantes levarão para a Escola de Teatro da UNIRIO seus trabalhos em processo, com o intuito de fortalecer suas pesquisas em diálogo com a comunidade acadêmica. Um profissional de teatro ou professor da UNIRIO será convidado a colaborar e contribuir com o fazer artístico dos grupos, interferindo diretamente em seus processos de criação. Todos os demais participantes do Projeto Artes Cênicas em Extensão participarão dos laboratórios de criação cênica e dramatúrgica propostos pelos grupos e pelos artistas envolvidos no processo.

O primeiro grupo a aceitar o convite foi a Cia. Código, de Japeri, em fase de pesquisas para um novo espetáculo, cujo o título provisório é “Eu quase não apareci hoje”. O espetáculo tem como  proposta abordar  a questão do afeto. Medo, amor, desejo, terror, morte, vida, todas as coisas infinitamente humanas que são intrínsecas a nossa natureza. O grupo quer investigar as reverberações dessas afetações que se traduzem no corpo, na voz, nas ações, nos gestos, no imaginário. Renato Linhares foi o provocador / colaborador convidado para que, junto com a Cia. Código inaugurasse o nosso “projeto Incubadora”. Foram três encontros consecutivos durante o mês de maio, nos quais, através de experiências em grupo jogamos, criamos, improvisamos.

A escrita descompromissada de ordem cronológica — início, meio e fim — foi trabalhada pelos participantes que, seguindo os comandos de Linhares, deviam escrever em um tempo delimitado, pedaços de histórias. Em seguida as histórias criadas individualmente pelos participantes eram mescladas umas às outras, criando, assim, em infinitas combinações, novas histórias. As narrativas eram, deste modo, postas em jogo. Lidos em voz alta pelos próprios autores, esses fragmentos de contos deviam afetar os jogadores que improvisavam em cena se colocando em jogo, com ouvidos e corpos atentos ao narrador, ao inédito e inesperado.

 

Sheila AzevedoIMG_1240IMG_0964

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